Bordô, um clássico de mesa

De cor e sabor intensos, a uva bordô dá origem a um vinho rústico e de paladar marcante. Perfeito para ir à mesa sem gerar dúvidas sobre harmonizações. Sua versatilidade faz com que seja uma escolha certeira para acompanhar refeições, petiscos, lanches e tudo mais que peça por um vinho.
 

A uva bordô

De origem americana, a uva bordô passou por Portugal até desembarcar no Brasil, no início do século XX, e se tornou uma das uvas mais cultivadas por aqui, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Sua fácil adaptação a diversas condições climáticas e a alta resistência natural a algumas doenças que são costumeiras à viticultura são dos principais fatores para o sucesso de seu plantio em regiões tão distintas do país. 
 
Da espécie Vitis labrusca, a bordô é uma das principais uvas empregadas no fabrico de vinhos de mesa e sucos de uva e, juntamente com outras espécies americanas e híbridas, responde por quase 90% das uvas processadas no Brasil  (fonte: Ibravin)

 

Uvas bordôs já brotam em nossos parreirais

O vinho bordô

Os taninos (responsáveis pela adstringência) são mais fracos, a acidez costuma ser mais alta e o corpo tende a variar – se apresentando normalmente entre médio e leve. A grande característica que ilustra esse vinho – independente do terroir (características que o solo e o ambiente emprestam ao interagir com a uva e que podem variar imensamente num país de dimensões continentais) é a predominância do sabor e aroma frutados, típicos em vinhos jovens, mas ainda mais acentuados no bordô. 

Saúde

Inclusive, é justamente essa coloração intensa, devido à alta concentração de antocioninas – um pigmento cuja função é proteger as plantas, flores e frutos contra a luz ultravioleta – que evita a produção de radicais livres, fazendo com que a bebida elaborada a partir dessas uvas empreste sua ação antioxidante para os que a apreciam.
 
Vem desse benefício a recomendação de muitos nutricionistas para o consumo de suco de uva tinto integral. O próprio vinho também oferece os mesmos benefícios, mas em concentrações diferentes e, claro, lembrando que não devemos exagerar no consumo de bebidas alcoólicas.

Um convite

Somando a relação custo-benefício, a já mencionada baixa adstringência e a refrescância e jovialidade do aroma e sabor tão predominantes de uva fresca, não é de se estranhar que esse vinho esteja entre os preferidos dos brasileiros.
 
Por suas características tão compreensíveis ao paladar e ao olfato, é comum que pessoas que prefiram vinhos adocicados façam, por meio da bordô, a transição para a versão meio seco e, posteriormente, seco. A ausência do dulçor deixa de ser um impeditivo para a apreciação e acaba por se tornar um convite a todo potencial de sabores complexos e distintos que podemos encontrar no universo dos vinhos.

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